segunda-feira, 30 de maio de 2011

Cartilha de Segurança na Realização de Solda

INTRODUÇÃO
Trabalhos de corte e soldas são realizados com muita freqüência,sendo que estas operações representam 7% das ocorrências de incêndios em ambientes industriais, além de um elevado número em outros locais.
Para realizar estes trabalhos com um nível de segurança aceitável é necessário conhecer os perigos existentes, bem como as precauções  que devem ser tomadas para evitar acidentes.

Corte e Solda
Solda é um termo genérico aplicado à união de peças metálicas, por diversos processos, tendo como princípio transformar as superfícies de união em estado pastoso ou líquido, utilizando calor ou pressão, ou ambos os sistemas simultaneamente.

As três fontes diretas de calor mais comuns são as seguintes:

a) Chama, produzida pela combustão de um gás combustível
com ar ou oxigênio.

b) Arco elétrico, produzido entre um eletrodo e as peças a soldar, ou entre dois eletrodos.

c) Resistência elétrica oferecida pela passagem de corrente entre duas ou mais peças a soldar.


2. TIPOS DE CORTE E SOLDA

2.1 Processos com Emprego de Eletricidade

a) Solda a arco

Emprega o arco elétrico como fonte de calor para a fusão e união dos metais. O arco se forma entre os metais a soldar e um eletrodo se move ao longo da união a ser executada ou permanece fixo, movendo-se a peça sob o mesmo.

b)Solda por resistência
O calor para a fusão é gerado por resistência a passagem de uma corrente pelas peças a soldar.
Geralmente é empregada para unir duas lâminas de metal sobrepostas. Os eletrodos conduzem a corrente através das lâminas, as quais são rigidamente presas, para que sejam assegurados um bom contato e pressão suficientes para manter o metal fundido na união.

c)Solda a ponto

O calor é gerado por uma resistência a passagem de corrente e por arcos formados na superfície entre as peças a soldar.
Uma vez alcançada a temperatura adequada, as peças se unem bruscamente provocando a expulsão de metal, gerando quantidade considerável de fagulhas.

d)Solda por escória condutora

Emprega uma escória condutora fundida, para proteger a solda e para fundir as bordas do metal de base e do metal de adição.

O processo tem início quando arco funde a escória e pré-aquece a peça, pois a escória sólida não é condutora. Após o início do processo não há necessidade do arco, tendoem vista que a resistência à passagem de corrente através da escória fundida gera o calor necessário para sustentar o processo.

Corte por arco

O corte é feito através de um arco formado entre o eletrodo e o metal de base, produzindo sua fusão.

2.2 Processo com Emprego de Gases Combustíveis e Oxigênio

Solda com gás combustível e oxigênio

Neste processo de soldagem as temperaturas para fundir as peças metálicas são elevadíssimas e o calor é obtido pela queima uma mistura de gás combustível com oxigênio.

A chama deve ser adequadamente regulada em função do tipo de trabalho a executar. O gás combustível mais empregado para solda é o acetileno, devido a suas características peculiares.

Solda Latão
Processo no qual o metal de base é aquecido sem que haja sua fusão. A união é obtida com adição de um metal com temperatura de fusão acima de 450ºC. O metal é distribuído entre as peças por capilaridade.

Solda com bronze

A única diferença entre este processo e a solda latão é a ausência do fenômeno de capilaridade. O metal de adição é depositado no ponto de aplicação sobre uma ranhura ou em forma cordão. É muito empregado em reparos e outros trabalhos de manutenção.

Oxicorte

Operações que são identificadas em função do tipo de gás utilizado, por exemplo: corte com oxiacetileno e corte com gás natural oxigênio. Efetua o corte mediante a reação do oxigênio com alta pureza e o metal a temperaturas elevadas.

2. PERIGOS NOS TRABALHOS DE CORTE E SOLDA

Nestas operações estão sempre presentes dois dos elementos essenciais do fogo ou dois lados do

TRIÂNGULO DO FOGO: fonte (s) de ignição e o oxigênio do ar, sendo o último responsável pela
manutenção do processo de combustão. O terceiro elemento ou lado do triângulo é o material combustível.

Os riscos que apresentam os trabalhos de solda variam de acordo com os locais onde estão sendo executados, ou seja: se o local for  destinado para este fim (processos de produção ou áreas isoladas em
oficinas de manutenção) os riscos serão menores e será bem mais fácil tomar as medidas preventivas necessárias, entretanto quando o trabalho é decorrente da montagem de uma obra ou para execução de
reparos esta tarefa será difícil, pois muitas vezes não é possível afastar os materiais combustíveis e os líquidos inflamáveis da zona perigosa.






Combate a Incêndio:

TRIÂNGULO DO FOGO ou Tetraedo do Fogo:



  Desde os primórdios, a humanidade vem utilizando o fogo para diversos fins, sendo este um dos principais responsáveis pela sua sobrevivência e pelo seu progresso. Porém, algumas vezes o fogo foge ao controle do homem, provocando inúmeros desastres que, por vezes, só cessam quando consumido todo o material que o alimenta.
              Por esta razão, vários estudiosos, através dos tempos, resolveram analisar profundamente o fogo, procurando identificar as suas causas, a sua composição e o seu comportamento, possibilitando, assim, o estabelecimento de procedimentos racionais para combatê-lo de maneira eficaz e segura.
Ciência do Fogo:
COMBUSTÃO
É um processo químico de oxidação, no qual o material combustível se combina com o oxigênio em condições favoráveis (calor), produzindo luz e calor.
FOGO
É uma forma de combustão, caracterizada por uma reação química que combina materiais combustíveis com o oxigênio do ar, com desprendimento de energia luminosa e energia térmica.
INCÊNDIO
É um acidente provocado pelo fogo, o qual, além de atingir temperaturas bastante elevadas, apresenta alta capacidade de se conduzir, fugindo ao controle do ser humano. Nesta situação se faz necessária a utilização de meios específicos a sua extinção.
Combustível
É toda a matéria susceptível à combustão, existente na natureza nos estados sólido, liquido e gasoso.
De maneira geral, todas as matérias são combustíveis a uma determinada temperatura, porém, para efeito prático, foi arbitrada a temperatura de 1000ºC como um marco divisível entre os materiais considerados combustíveis (entram em combustão a temperaturas iguais ou inferiores a 1000ºC) e os incombustíveis (entram em combustão a temperaturas superiores a 1000ºC).
Comburente
São todos os elementos químicos capazes de alimentar o processo de combustão, dentre os quais o oxigênio se destaca como o mais importante, por ser o comburente obtido de forma natural no ar atmosférico que respiramos, o qual é composto por 78% de nitrogênio, 21% de oxigênio e 1% de outros gases.
 Hoje em dia, já se conhecem outros elementos químicos que atuam como comburente, porém, só podem ser obtidos em laboratório.
Para que haja uma combustão completa é necessário que a porcentagem de oxigênio esteja na faixa de 13% a 21%. Caso esta faixa esteja entre 4% e 13% a combustão será incompleta, ou ainda, não se processará, em porcentagens inferiores a 4%.
Calor
É a condição favorável que provoca a interação entre os dois reagentes, sendo este o elemento de maior importância no triângulo do fogo, uma vez que é responsável pelo início do processo de combustão, já que os dois outros reagentes, em condições naturais, encontram-se permanentemente associados.
TETRAEDRO DO FOGO

A função didática deste polígono de quatro faces é a de complementar o triângulo do fogo com outro elemento de suma importância, a reação em cadeia.
A combustão é uma reação que se processa em cadeia, que após a partida inicial, é mantida pelo calor produzido durante o processamento da reação.
A cadeia de reações, formada durante a combustão, propicia a formação de produtos intermediários instáveis, principalmente radicais livres, prontos a se combinarem com outros elementos, dando origem a novos radicais, ou finalmente, a corpos estáveis. Conseqüentemente, sempre teremos a presença de radicais livres em uma combustão.
A estes radicais livres cabe a responsabilidade de transferir a energia necessária à transformação da energia química em calorífica, decompondo as moléculas  ainda  intactas e, desta vez, provocando a propagação do fogo numa verdadeira cadeia de reação.
   
Para exemplificar este processo, vamos analisar o processo de combustão do Hidrogênio no ar:
1ª fase:Duas moléculas de hidrogênio reagem com uma molécula de oxigênio, ativadas por uma fonte de energia térmica, produzindo 4 radicais ativos de hidrogênio e 2 radicais ativos de oxigênio;
2H2 + O2 + Energia Térmica de Ativação → 4H (Radical) + 2O (Radical)
2ª fase: Cada radical de hidrogênio se combina com uma molécula de oxigênio, produzindo um radical ativo de oxidrila mais um radical ativo de oxigênio;
H (Radical) + O2 → OH (Radical) + O (Radical)
3ª fase: Cada radical ativo de oxigênio reage com uma molécula de hidrogênio, produzindo outro radical ativo de oxidrila mais outro radical ativo de hidrogênio; e O (Radical) + H2 → OH (Radical) + H (Radical)
4ª fase: Cada radical ativo de oxidrila reage com uma molécula de hidrogênio, produzindo o produto final estável – água e mais um radical ativo de hidrogênio. OH (Radical) + H2 → H2O + H (Radical)
E assim sucessivamente, se forma a cadeia de combustão, produzindo a sua própria energia de ativação (calor), enquanto houver suprimento de combustível (hidrogênio).



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